Época muito triste para o Brasil foi a Ditadura Militar, podemos definir a Ditadura Militar como sendo o período da política brasileira em que os militares governaram o Brasil. Esta época vai de 1964 a 1985. Caraterizou-se pela falta de democracia, supressão de direitos constitucionais, censura, perseguição política e repressão aos que eram contra o regime militar.
E uns dos principais meios de o povo brasileiro expressar essa revolta e essa insatisfação a seu país foi por meio da arte, a música principalmente. Criaram-se ídolos da nossa Música Popular Brasileira, idealizadores e revolucionários que utilizaram de seus talento para levar a "luz" ao povo brasileiro. Nossa história teve sim uma página negra, mas ao mesmo tempo trouxe uma maior identidade artística em nosso país. Adultos foram torturados, mulheres violentadas, jovens prederam seus sonhos para o futuro.
Alguns artistas que foram censurados foram: Elis Regina, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Kid Abelha, Geraldo Vandré, Milton Nascimento, Toquinho e Raul Seixas.
Coloquei algumas músicas que criticaram a Ditadura, quando eu ouço eu percebo um pouco do sofrimento e da vontade de liberdade.
Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores- Geraldo Vandré
Como Nossos Pais - Elis Regina-Composição- Belchior
De acordo com o dicionário Aurélio
cultura é: [...] 3. O conjunto de
características humanas que não são inatas (que não nasceram com o indivíduo),
e que se criaram e se preservaram ou aprimoraram através da comunicação e da
cooperação entre indivíduos em sociedade.
4. O conjunto de padrões de comportamento, das crenças, das instituições,
das manifestações artísticas, intelectuais, etc., de uma sociedade o de uma
época. [...].
Operários-Tarsila do Amaral-1933
O quadro pintado em 1933 é um verdadeiro
painel da nossa gente, a mesma que veio dos quatro cantos do país e do mundo
para pegar pesado nas fábricas, que na época começavam a transformar a paisagem
brasileira. "Trata-se de um marco histórico na obra de Tarsila, pois, se
ela já fora no Brasil a precursora do cubismo e do surrealismo nas artes
plásticas, detém-se agora na pintura de assunto eminentemente social",
escreve Nádia Battella Gotlib, autora de uma das mais completas biografias da
pintora.”
A cultura pode estar sim relacionada com arte, a dança, a arte da culinária, a arte das palavras, a música, as artes plásticas de uma sociedade. Cada país, civilização e pessoa tem uma cultura diferente. O Brasil é um exemplo de país que possui essa mistura de raças. Cultura também pode ser considerado um forma de identidade , de autenticidade de uma pessoa, sua origem vem da cultura a qual ele nasceu e foi criado
Dentro desse conceito de cultura entra o racismo e o preconceito. Preconceito e racismo seria a discriminação, violência verbal e física, sobre um indivíduo pela sua religião, sexo, raça, cultura.
Preconceito pode ser considerada uma violação a arte, pois se cultura é a arte de uma sociedade, tendo preconceito a uma pessoa de determinada cultura, você teria preconceito pelo seus costumes, sua religião, seu modo de pensar e agir, a sua própria arte.
Preconceito é simplesmente uma burrice, pois é algo que não tem explicação. Ninguém tem o direito de julgar o outro de nenhuma forma.
Veja o clipe da música Black Or White de Michael Jackson, que expressa bem esse fato de cultura e preconceito.
Letra Traduzida:
Black or White- Preto ou Branco
Levei minha garota numa balada no sábado
Cara, essa menina está com você?
Sim, nós somos um e a mesma pessoa
Agora eu acredito em milagres
E um milagre aconteceu esta noite
Mas, se você está pensando sobre minha garota
Não importa se você é preto ou branco
Eles publicaram minha mensagem no Saturday Sun
Eu tive que falar pra eles,
Eu não estou atrás de ninguém
E eu falei sobre igualdade
E é verdade, esteja você certo ou errado
Mas, se você está pensando sobre minha garota
Não importa se você é preto ou branco
Eu estou cansado desse mal
Eu estou cansado dessa coisa
Eu estou cansado desse negócio
Improviso quando a coisa fica preta
Eu não tenho medo do seu irmão
Eu não tenho medo de jornal
Eu não tenho medo de ninguém
Menina, quando a coisa fica feia
(Rap)
Proteção para gangues, clubes e nações
Causando aflição nas relações humanas
É uma guerra de territórios numa escala global
Eu preferiria ouvir os dois lados dessa história
Veja, não se trata de raças,
Apenas lugares, rostos
De onde seu sangue vem,
é onde fica o seu lugar
Eu já vi o brilhante ficar mais opaco
Eu não vou passar a minha vida sendo uma cor
(Michael)
Não me diga que você concorda comigo
Quando eu te vi chutando poeira em meu olho
Mas, se você está pensando sobre minha garota
Não importa se você é preto ou branco
Eu disse se você está pensando em ser minha garota
Revelar a importância de se preocupar com o seu meio ambiente é uma responsabilidade que deveria ser natural entre as pessoas. A arte também deveria expressar mais o meio ambiente em que deveríamos nos importar, o fato de mercado : " Isso vai vender", deveria ser a segunda opção importante. Frans Krajceberg é um desses artistas:Pintor,escultor,gravadorefotógrafo,artista
plásticonascido naPolôniaenaturalizadobrasileiro.
Krajcberg está radicado desde1972no sul daBahia, onde mantém o seuateliênoSítio
Natura, nomunicípiodeNova Viçosa.
Chegou ali o convite do amigo earquitetoZanine Caldas,
que o ajudou a construir a habitação: uma casa, a sete metros do chão, no alto
de umtroncodepequicom 2,60 metros de diâmetro. À época
Zanine sonhava em transformar Nova Viçosa em uma capital cultural e a sua
utopia chegou a reunir nomes como os de Chico Buarque,Oscar
NiemeyereDorival
Caymmi.
No
sítio, uma área de 1,2 km², um resquício deMata
Atlânticae demanguezal, o artista
plantou mais de dez mil mudas de espécies nativas. O litoral do município é
procurado, anualmente, no inverno, porbaleias-jubarte. No sítio,
dois pavilhões projetados pelo arquitetoJaime Cupertino, abrigam atualmente mais
de trezentas obras do artista. Futuramente, com mais cinco construções
projetadas, ali se constituirá o Museu que levará o nome do autor.
Algumas ações do artista foram:
denunciou queimadas no estado do Paraná;
denunciou a exploração de minérios no estado de Minas Gerais;
denunciou o desmatamento da Amazônia brasileira;
defendeu as tartarugas marinhas que buscam o litoral do município de Nova Viçosa para desova;
postou-se na frente de um trator para evitar a abertura de uma avenida na cidade de Nova Viçosa.
A arte não necessita mostrar somente o que é bonito, ela pode mostrar também problemas que mesmo sabendo de sua existência permanece oculta. Um dos artistas que mostra em sua arte essas REALIDADES OCULTAS é Frank Fournier, nasceu em 1948 em Saint-Sever na França. Um fotógrafo profundamente humanista, que, desde então, produziu um trabalho em crianças com AIDS na Romênia, vítimas de estupro em Sarajevo durante a guerra civil na Bósnia, do genocídio em Ruanda, a destruição do World Trade Center em 11 de setembro de 2001, e muitas histórias na Central América e África. Veja alguma de suas fotos:
Ataque ao World Trade Center em 11 de Setembro
Frank Fournier conta como fotografou a menina colombiana Omayra Sanchez nos seus últimos momentos de vida após ficar presa aos entulhos na explosão de um vulcão na Colombia em 1985. Uma imagem bastante forte, entenda a situação e reflita sobre a capacidade desta ferramenta em contar uma história e criar “a ponte” que Frank cita :"Ela estava num grande lamaçal, presa da cintura para baixo por concreto e outros restos das casas que haviam desabado. Ela estava ali por quase três dias. Começava a amanhecer e a pobre menina estava sentindo dores e muito confusa. Os funcionários de resgate tinham dificuldade em chegar até as vítimas. Eu conseguia ouvir as pessoas gritando por ajuda e depois silêncio, um silêncio sinistro.E daí tinha essa menininha e as pessoas não tinham poder para ajudá-la. Os funcionários de resgate voltavam para falar com ela, fazendeiros locais e algumas pessoas que tinham algum tipo de ajuda médica. Eles tentavam confortá-la.Quando eu tirei as fotos eu me senti completamente impotente na frente dessa menininha, que estava enfrentando a morte com coragem e dignidade.Eu achei que a única coisa que eu podia fazer era retratar adequadamente a coragem, o sofrimento e a dignidade dessa menininha e esperar que isso mobilizasse as pessoas a ajudar aqueles que haviam sido resgatados e salvos.
A essa altura, Omayra já perdia a consciência, às vezes recobrando-a. Ela até me perguntou se eu podia levá-la para a escola porque ela estava preocupada que chegaria atrasada.Eu dei o meu filme para alguns fotógrafos que estavam voltando para o aeroporto e pedi para que eles o mandassem para o meu agente em Paris. Omayra morreu cerca de três horas depois de eu chegar lá.Na hora, eu não percebi o poder da fotografia, a forma como o olho da menina se conectou com a câmera."